Coordenador de campanha relata surpresa com viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA

Coordenador de campanha relata surpresa com viagem de Flávio Bolsonaro aos EUA
© José Cruz/Agência Brasil

A partida repentina de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos, ocorrida logo após o encerramento do processo eleitoral, gerou reações imediatas e surpresa entre os principais nomes de sua própria base política no Brasil. O senador Rogério Marinho (PL-RN), que atuou como coordenador da campanha presidencial do ex-candidato, declarou publicamente nesta terça-feira (27) que não tinha conhecimento prévio sobre a viagem internacional.

Segundo Marinho, a expectativa dentro da legenda era de que Flávio assumisse um papel de destaque na articulação da oposição institucional, capitalizando o volume expressivo de votos obtidos nas urnas. A movimentação imprevista e o embarque para território norte-americano surpreenderam aliados que se reuniram em Brasília para debater os rumos políticos do partido.

Reunião em brasília e mensagem matinal

Durante encontros com parlamentares e lideranças do Partido Liberal em Brasília, o senador Rogério Marinho detalhou que manteve diálogos recentes com o colega sobre a necessidade de consolidação de uma frente oposicionista no parlamento. Contudo, os planos foram alterados de forma abrupta nas primeiras horas da manhã.

Marinho relatou ter recebido uma mensagem de texto enviada por Flávio Bolsonaro por volta das 8h da terça-feira. No contato digital, o ex-candidato informou apenas que iria dar um tempo e que retomaria a comunicação com os aliados posteriormente, sem detalhar planos de longo prazo ou sua localização exata.

Repercussão e posicionamento de aliados

O deslocamento internacional ocorreu em um intervalo inferior a 48 horas após a conclusão da disputa presidencial, pegando interlocutores políticos e órgãos de imprensa de surpresa. A confirmação da chegada aos Estados Unidos veio por meio de fontes ligadas ao cenário diplomático e norte-americano, além de manifestações de apoiadores próximos.

O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ) utilizou as redes sociais para comentar o episódio, interpretando a partida como uma estratégia para evitar desdobramentos políticos decorrentes do cenário institucional brasileiro. Até o momento, contudo, nenhuma manifestação oficial foi emitida por autoridades governamentais de Brasília ou Washington a respeito do caso.

Inquéritos e restrições judiciais

A viagem acontece em meio a um contexto de investigações conduzidas pela Polícia Federal que apuram suspeitas de lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas. O mandato de senador pelo Rio de Janeiro encerra-se em fevereiro de 2027, momento em que o parlamentar perderá o foro privilegiado garantido pelo cargo.

Na véspera da viagem, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a entrega dos passaportes à Polícia Federal. Diante do descumprimento da ordem judicial, que tramita sob sigilo, os documentos de viagem foram cancelados diretamente pelos órgãos competentes, enquanto a defesa do parlamentar não retornou aos contatos da imprensa para esclarecimentos.

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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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