O futuro da indústria paraense e os impactos diretos da reforma tributária foram os temas centrais do painel “Pará mais competitivo: incentivos, reforma tributária e o futuro da indústria”. O debate ocorreu nesta quarta-feira (21), durante a programação da XVII Feira da Indústria do Pará (Fipa 2026), realizada no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém.
O encontro reuniu especialistas e autoridades para discutir como o estado pode se posicionar diante das mudanças estruturais no sistema de impostos brasileiro. O objetivo principal foi traçar estratégias que garantam a modernização do ambiente de negócios e o estímulo a novos investimentos produtivos na região.
A complexidade do sistema tributário atual
O secretário da Fazenda, René Sousa Júnior, abriu o painel fazendo um diagnóstico crítico sobre o modelo vigente. Segundo o titular da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), o sistema atual é marcado por uma fragmentação excessiva e pela sobreposição de tributos, o que gera um cenário de insegurança jurídica para os empresários.
Essa estrutura, conforme pontuou o secretário, acaba elevando os custos de produção e minando a competitividade das empresas locais. A proposta da reforma, portanto, é simplificar o processo, eliminando distorções como a cumulatividade tributária e tornando o ambiente de negócios mais transparente e integrado.
Benefícios esperados para a indústria
A expectativa é que a mudança no sistema traga um alívio significativo para o setor industrial. Entre os pontos positivos destacados durante o evento, sobressaem a desoneração da produção e a redução de custos indiretos que hoje pesam sobre as empresas.
O modelo proposto prevê mecanismos como o crédito integral e imediato para bens e insumos, o que deve facilitar o fluxo de caixa e incentivar a expansão industrial. Para o secretário, a indústria é um motor fundamental para a economia e merece ser incentivada através de um sistema mais eficiente.
Transição e desenvolvimento regional
Um dos pontos de maior atenção no debate foi o cronograma de transição, que se estenderá até 2032. Com a extinção gradual dos incentivos fiscais estaduais, o governo planeja a implementação de novos instrumentos, como o Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional. O objetivo é utilizar esses recursos para financiar infraestrutura, inovação e a geração de postos de trabalho, combatendo desigualdades regionais.
Além disso, o governo aposta na tecnologia para garantir a eficiência dessa nova fase. O uso do “split payment” foi citado como uma ferramenta essencial para ampliar a transparência e reduzir a inadimplência, permitindo um controle mais rigoroso e ágil do sistema tributário.
Diálogo como estratégia de crescimento
O encerramento do painel reforçou que o sucesso da transição depende de uma parceria estreita entre o poder público e o setor produtivo. O secretário enfatizou que o diálogo contínuo é a única via para garantir que as oportunidades abertas pela reforma sejam plenamente aproveitadas pelo empresariado paraense.
A meta final é consolidar um ambiente de negócios previsível e equilibrado. Para acompanhar as atualizações sobre o desenvolvimento econômico do estado e os desdobramentos da Fipa 2026, continue conectado ao portal Inova Carajás, sua fonte de informação qualificada sobre os temas que movem a região.
Fonte: cksonline.com.br