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Governo federal institui banco nacional para centralizar dados de celulares roubados

Divulgação da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária
Divulgação da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária

O governo federal oficializou, nesta quarta-feira (24), a criação do Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR). A medida, formalizada por meio do Decreto nº 13.034/2026, publicado no Diário Oficial da União, estabelece uma nova estratégia para o combate ao furto e roubo de dispositivos móveis em todo o território nacional. A iniciativa visa centralizar o armazenamento e o gerenciamento de informações essenciais para a segurança pública.

Estrutura e funcionamento do novo banco de dados

O BNCR passa a integrar o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), substituindo o antigo Cadastro Nacional de Celulares com Restrição. Sob a responsabilidade da Secretaria Nacional de Segurança Pública, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, a plataforma já nasce com um volume expressivo de dados: mais de 3,3 milhões de aparelhos já estão registrados e aptos para processos de recuperação.

A ferramenta foi desenhada para atuar como um pilar de inteligência, facilitando a investigação e a repressão de crimes relacionados à subtração e à revenda ilegal de eletrônicos. Ao promover a interoperabilidade entre os órgãos de segurança dos estados e do Distrito Federal, o governo espera que o fluxo de informações seja mais ágil, permitindo que a polícia identifique aparelhos com restrição em tempo real durante operações de fiscalização.

Segurança e proteção de dados pessoais

Um ponto central do decreto é a preocupação com a privacidade e a ética no tratamento das informações. O texto normativo impõe restrições severas ao uso dos dados, proibindo explicitamente o monitoramento de indivíduos ou a criação de perfis de usuários. O sistema deve operar em estrita conformidade com a legislação vigente de proteção de dados pessoais.

A gestão das informações deve seguir princípios de finalidade, necessidade, segurança e transparência. Para fins estatísticos, o decreto determina que os dados sejam obrigatoriamente anonimizados, garantindo que o foco da ferramenta permaneça exclusivamente na recuperação de bens e na desarticulação de redes criminosas, sem violar a intimidade dos cidadãos.

Governança e próximos passos

Para assegurar a eficiência da plataforma, o decreto prevê a formação de um comitê gestor com caráter consultivo. Este grupo terá a missão de monitorar a implementação técnica e o funcionamento contínuo do banco, enquanto o Ministério da Justiça ficará encarregado de definir as normas complementares necessárias para o pleno uso do sistema.

A expectativa é que a centralização dos registros reduza a circulação de aparelhos de origem ilícita no mercado paralelo, um dos maiores desafios enfrentados pelas forças de segurança brasileiras atualmente. Com essa base de dados robusta, o governo busca consolidar uma resposta mais eficaz a um dos crimes que mais afetam o cotidiano da população.

O Inova Carajás segue acompanhando os desdobramentos desta medida e como ela impactará a segurança pública regional e nacional. Continue conosco para se manter informado sobre as políticas públicas que transformam a realidade do país, com a credibilidade e a profundidade que você já conhece.

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