Nova Quaest: polarização 2026 com Lula, Flávio e o caso Banco Master

Nova Quaest: polarização 2026 com Lula, Flávio e o caso Banco Master
Evaristo Sa/Daniel Ramalho/AFP

Uma nova pesquisa nacional da Quaest, encomendada pela Globo, está em curso para traçar um panorama detalhado das eleições presidenciais de 2026. O levantamento promete ir além da simples medição de intenções de voto, aprofundando-se em aspectos cruciais do cenário político brasileiro, como a polarização, a percepção pública sobre o caso Banco Master e a crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a coleta de dados programada entre 10 e 13 de setembro de 2026, e divulgação prevista para o dia 14 do mesmo mês, a pesquisa busca oferecer uma leitura abrangente do eleitorado. Ela coloca em evidência a disputa entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ao mesmo tempo em que explora a influência de temas sensíveis na formação da opinião pública e nas escolhas eleitorais.

Cenários da corrida presidencial de 2026

A Quaest inicia sua investigação sobre a corrida presidencial com a intenção de voto espontânea, um indicador valioso sobre o reconhecimento e a preferência inicial do eleitor. Em seguida, a pesquisa apresenta uma lista de nomes para avaliar o conhecimento dos candidatos, seu potencial de voto e os índices de rejeição, elementos fundamentais para compreender a dinâmica eleitoral.

No primeiro turno, são testados dois cenários distintos. O primeiro inclui 13 candidatos: Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Escritor Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Lula (PT), Pablo Marçal (PRTB), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Zema (Novo). Um segundo cenário, com 12 candidatos, exclui Pablo Marçal, permitindo uma análise comparativa sobre a influência de sua presença.

Após a indicação de preferência, o eleitor é questionado sobre a firmeza de sua escolha e a possibilidade de mudar o voto até o dia da eleição, um dado essencial para identificar a volatilidade do eleitorado. Para o segundo turno, a pesquisa simula cinco confrontos, sempre com Lula (PT) de um lado e um adversário diferente do outro, como Augusto Cury, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Zema, mapeando as potenciais polarizações e desfechos.

Impacto do caso Banco Master e a crise no STF

Um bloco específico do levantamento é dedicado ao caso Banco Master e às investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A pesquisa busca aferir o nível de conhecimento e informação do eleitor sobre o escândalo, um indicativo da relevância do tema no debate público.

Em um desdobramento crucial, a Quaest investiga quem, na percepção dos entrevistados, teve a imagem mais prejudicada pelo caso: o Congresso Nacional, o STF, o governo Lula e o PT, o Banco Central, o governo anterior e a família Bolsonaro, ou se todos esses grupos foram afetados. Essa análise permite compreender como eventos de corrupção e crises institucionais reverberam na avaliação dos diferentes poderes e atores políticos.

A pesquisa também aborda os acontecimentos recentes envolvendo Vorcaro e os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O eleitor é questionado sobre seu conhecimento do episódio e quem, em sua avaliação, agiu corretamente. A Quaest aprofunda essa questão ao perguntar se a crise no STF tem potencial para influenciar o voto presidencial, reforçando escolhas, levando a mudanças ou não exercendo influência alguma, um termômetro da sensibilidade do eleitorado a questões judiciais.

O futuro do Supremo Tribunal Federal em debate

Em meio a debates sobre a independência e o papel da mais alta corte do país, o questionário da Quaest apresenta uma série de propostas para alterar o funcionamento do Supremo Tribunal Federal. Entre as ideias testadas estão a criação de mandato com prazo fixo para ministros, a possibilidade de Congresso e Judiciário também indicarem integrantes da Corte, a proibição de decisões monocráticas e a criação de um novo código de ética e conduta.

Outras propostas relevantes incluem o aumento das exigências para a nomeação de ministros do STF e a implementação de uma quarentena para impedir que pessoas que ocupem cargos políticos sejam indicadas imediatamente para a Corte. Essas questões refletem um anseio por reformas institucionais e buscam medir o apoio popular a mudanças que poderiam redefinir a composição e atuação do Judiciário brasileiro.

Polarização política e a percepção do eleitorado

A pesquisa também se debruça sobre a polarização política, um fenômeno marcante na sociedade brasileira. Os entrevistados são convidados a se posicionar politicamente, classificando-se como lulistas, mais próximos da esquerda, independentes, mais próximos da direita ou bolsonaristas, oferecendo um mapa das identidades políticas.

Um comparativo entre o ambiente político de 2026 e o de 2022 é realizado, com os eleitores avaliando se os desentendimentos entre amigos e familiares por motivos políticos estão mais ou menos frequentes, e se há maior ou menor conforto para falar sobre o voto presidencial. Essa análise permite compreender a evolução da tensão social e da liberdade de expressão política. Além disso, a pesquisa avalia a percepção de honestidade de seis candidatos presidenciais – Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Escritor Augusto Cury (Avante) – e o grau de confiança em instituições como o STF, a Presidência da República e o Congresso Nacional.

Acompanhamento da campanha e fontes de informação

A Quaest também busca entender como os eleitores se informam sobre política e qual o alcance da campanha eleitoral. Os entrevistados são questionados sobre suas principais fontes de informação, que incluem televisão, jornais, rádio, sites e portais, redes sociais, aplicativos de mensagens, pessoas próximas e até ferramentas de inteligência artificial. Essa segmentação é crucial para que as campanhas ajustem suas estratégias de comunicação.

Em um ponto mais direto, o questionário pergunta se o eleitor já assistiu a algum programa eleitoral no rádio ou na televisão nas últimas semanas, desde o início da propaganda. Essa métrica oferece um indicativo da exposição inicial do eleitorado às mensagens dos candidatos e da efetividade dos meios tradicionais de comunicação na era digital.

Com 2.004 entrevistas realizadas, a pesquisa da Quaest possui um nível de confiança de 95% e uma margem de erro máxima de cerca de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, garantindo a robustez dos dados. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-03607/2026, atestando a conformidade com as normas eleitorais.

Para continuar acompanhando as análises mais aprofundadas sobre o cenário político, econômico e social do Brasil, fique atento às atualizações do Inova Carajás. Nosso compromisso é trazer informação relevante, atual e contextualizada para que você esteja sempre bem informado sobre os temas que impactam a sua vida e o futuro do país.

Fonte: veja.abril.com.br

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