A capital paraense deu um passo importante nesta segunda-feira, 18 de março, com a assinatura da ordem de serviço para a retomada das obras de macrodrenagem do canal Mata Fome. A iniciativa, liderada pelo prefeito de Belém, Igor Normando, é crucial não apenas para a infraestrutura urbana da cidade, mas também para as intervenções previstas para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), que Belém sediará em novembro de 2025.
A paralisação anterior do projeto havia gerado considerável frustração entre os moradores da região, que aguardam há muito tempo por melhorias. Com a nova licitação e a retomada dos trabalhos, a expectativa é que a qualidade de vida de milhares de famílias seja impactada positivamente, além de preparar a cidade para o evento internacional.
Retomada crucial para a COP 30 e a comunidade
As obras do canal Mata Fome, um projeto de macrodrenagem de grande escala, estavam paralisadas, apesar de serem parte integrante do pacote de intervenções para a COP 30. A primeira licitação previa o início dos trabalhos em 2024, com uma conclusão estimada para 2029, dividida em fases. No entanto, os serviços foram interrompidos antes mesmo do evento climático, o que causou desapontamento na população local.
A retomada agora sinaliza um compromisso renovado da gestão municipal em avançar com as melhorias necessárias, tanto para atender às demandas dos cidadãos quanto para apresentar uma Belém mais preparada e resiliente para a conferência global. A urgência é evidente, dada a proximidade da COP 30.
Detalhes da nova fase e expectativas
Segundo informações da prefeitura, a nova licitação prevê a execução do projeto por etapas. Nesta fase inicial, 17 ruas foram selecionadas para receber obras de drenagem e urbanização. Contudo, a gestão municipal não divulgou quais são essas vias específicas, nem a empresa ou consórcio vencedor da licitação. Detalhes sobre o destino das obras inacabadas da fase anterior – se serão retomadas ou refeitas – também não foram especificados.
Apesar da falta de algumas informações, a expectativa é que a iniciativa beneficie diretamente mais de 200 mil moradores dos bairros Pratinha, Tapanã, Parque Verde e São Clemente. A prefeitura afirmou que a segunda etapa, focada na macrodrenagem do canal Mata Fome, urbanização de mais ruas e construção de um parque linear e um parque popular, terá início até o final do ano.
Financiamento internacional e etapas do projeto
O programa de macrodrenagem segue normas internacionais rigorosas, exigidas pelo Fundo Financeiro para o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), responsável pelo financiamento. Essa parceria internacional sublinha a importância e a complexidade do projeto, que busca soluções duradouras para os desafios de saneamento e urbanização da região.
Inicialmente, as obras se concentrarão em drenagem e pavimentação nas ruas da bacia do Mata Fome, abrangendo as 17 vias mencionadas, com previsão de expansão gradual para mais de 40 ruas. É importante notar que a etapa de macrodrenagem do canal propriamente dita está prevista para começar apenas em 2027, indicando um cronograma de longo prazo para a conclusão total.
Abrangência e impacto social das intervenções
O projeto do canal Mata Fome é abrangente, visando uma transformação significativa da área. Entre as principais intervenções previstas estão:
- Recuperação do igarapé, priorizando soluções ambientais sem canalização de concreto.
- Recuperação ambiental de toda a área adjacente.
- Reassentamento de famílias que vivem em áreas de risco, garantindo segurança e moradia digna.
- Pavimentação e microdrenagem das ruas para melhorar a mobilidade e o saneamento.
- Construção de um parque linear, áreas de convivência, uma unidade básica de saúde e espaços comerciais, promovendo o desenvolvimento social e econômico.
A gestão municipal também anunciou o início do Plano Específico de Reassentamento (PER), que será fundamental para acompanhar e garantir assistência adequada às famílias que precisarão ser realocadas. O plano prevê novas unidades habitacionais e infraestrutura de saúde e comércio para os moradores reassentados, buscando minimizar os impactos da mudança.
Acompanhe o Inova Carajás para mais atualizações sobre as obras do canal Mata Fome e outros projetos de infraestrutura e desenvolvimento que impactam a região. Nosso compromisso é trazer informação relevante, atual e contextualizada, mantendo você sempre bem informado sobre os acontecimentos que moldam o futuro de Belém e do Pará. Para mais notícias do estado, visite g1 Pará.