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No entanto, existe uma distinção crucial entre a indicação feita pelo PT e a aceitação formal do nome pelo MDB. Enquanto Hana, Helder ou a direção emedebista não confirmarem Dirceu, ele permanece como o candidato petista à vaga, mas não necessariamente o vice escolhido. Uma eventual rejeição após o anúncio público poderia elevar o custo político da negociação, levando o PT a cobrar compensações, reconsiderar seu apoio a Chicão e até mesmo reabrir a discussão sobre uma candidatura própria ao Governo do Pará, hipótese que já circula nos círculos petistas.
A sugestão de Chicão para a vice-governadoria levanta uma questão inevitável: quem ocuparia seu lugar na estratégia governista para o Senado? O União Brasil já havia confirmado a candidatura do presidente da Alepa ao Senado na convenção realizada na segunda-feira (27). A federação União Progressista (União Brasil e PP) também oficializou o apoio a Hana para o governo e a Helder para a outra vaga senatorial. A candidatura de Chicão foi homologada um dia antes da reunião com as lideranças evangélicas.
A realocação de Chicão para a vice exigiria uma nova deliberação partidária, um entendimento com os demais integrantes da coligação e, consequentemente, a recomposição da candidatura ao Senado. Embora o movimento ainda seja possível, o calendário eleitoral se mostra apertado. As convenções podem ser realizadas até 5 de agosto, e os registros das candidaturas devem ser apresentados à Justiça Eleitoral até o dia 15, conforme o calendário oficial do TSE. Uma mudança como essa não seria apenas uma troca de cargo, mas uma revisão profunda de acordos já anunciados por diversos partidos da base governista.
A pesquisa Genial/Quaest, divulgada na segunda-feira (27), adiciona mais um elemento ao cenário de indefinição. O levantamento colocou Helder Barbalho e Éder Mauro (PL) nas duas primeiras posições da disputa pelo Senado. A pesquisa entrevistou 900 eleitores entre 21 e 25 de julho, possui margem de erro de três pontos percentuais e está registrada no TSE sob o número PA-04548/2026. No primeiro cenário apresentado, Helder aparece com 21%, Éder Mauro com 14%, e Zequinha Marinho com 7%, enquanto Celso Sabino e outros nomes também foram mencionados.
Este cenário, embora não defina diretamente a vaga de vice, influencia a percepção sobre a força de cada candidato ao Senado e, por extensão, a viabilidade de movimentos como o de Chicão. A indefinição do vice, portanto, não é um vácuo, mas um espaço de intensa articulação onde cada passo é calculado para maximizar ganhos e minimizar perdas em um jogo político de alta complexidade.
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Fonte: estadodoparaonline.com
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