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Realizada entre os dias 10 e 13 de julho, a pesquisa ouviu 2.004 entrevistados em todo o país, buscando captar as nuances do eleitorado em relação a temas de alta complexidade e impacto. O estudo não apenas mapeia a intenção de voto para o Palácio do Planalto, mas também aprofunda-se em questões econômicas, crises políticas e a percepção pública sobre a atuação de lideranças em momentos cruciais para o país.
Um dos eixos centrais da pesquisa Genial/Quaest é a questão das novas tarifas anunciadas pelo governo americano. O levantamento investiga o grau de conhecimento dos eleitores sobre a medida e se eles acreditam que o “tarifaço” pode afetar diretamente a vida das famílias brasileiras. Além disso, a pesquisa busca entender qual narrativa prevalece entre os entrevistados sobre a origem da crise diplomática e comercial entre Brasil e Estados Unidos.
Em um embate direto, o questionário pergunta aos eleitores quem, na sua percepção, representa melhor os interesses do país neste episódio: o presidente Lula ou o senador Flávio Bolsonaro. A sondagem também avalia a repercussão da recente viagem de Flávio aos Estados Unidos, questionando se o senador possui força política para convencer Donald Trump a rever as tarifas e se sua iniciativa aumenta a disposição do eleitor em votar nele, em Lula ou em outro candidato na corrida presidencial de 2026.
Além do cenário internacional, a pesquisa Quaest mergulha em pautas econômicas e trabalhistas de grande repercussão nacional. Um dos pontos abordados é a proposta de elevação do teto do Microempreendedor Individual (MEI). O estudo verifica se os entrevistados já tinham conhecimento da medida e qual sua aprovação em relação a ela, um tema sensível para milhões de pequenos empresários.
Outro programa governamental sob o escrutínio da pesquisa é o Desenrola 2.0, focado na renegociação de dívidas. O levantamento mede o conhecimento da população sobre o programa, a avaliação de sua eficácia, se houve benefício direto para a família do entrevistado e o impacto percebido na renda. A pesquisa também explora a percepção sobre o fim da escala de trabalho 6×1, questionando se os eleitores conheciam a proposta, se são favoráveis ou contrários à mudança, se acreditam que trabalharão menos horas caso seja aprovada e como pretendem utilizar o eventual tempo livre adicional.
A Genial/Quaest não deixou de lado as crises políticas que têm dominado o noticiário. Um bloco significativo do questionário é dedicado às investigações envolvendo o Banco Master. A pesquisa mede o conhecimento do eleitor sobre o caso e quem, em sua opinião, teria a imagem mais prejudicada pelo escândalo. Em seguida, o foco se volta para o senador Jaques Wagner, apresentando um resumo das investigações e sua negativa de irregularidades.
Os entrevistados são questionados se já conheciam o caso, se consideram que o senador agiu de forma errada, qual seria o impacto da investigação sobre uma eventual campanha presidencial de Lula à reeleição e se o episódio deve ser visto como um problema pessoal de Jaques Wagner ou uma questão institucional do governo federal. Este aprofundamento busca entender a ressonância de escândalos em figuras políticas e no próprio governo.
Outro ponto de tensão explorado é a crise interna no bolsonarismo, envolvendo Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. A pesquisa informa sobre os vídeos divulgados pela ex-primeira-dama, relatando divergências políticas e pessoais com o enteado, e a resposta de Flávio, que minimizou o episódio e pediu desculpas. O levantamento mede o conhecimento dos eleitores sobre os vídeos, se Michelle acertou ou errou ao tornar o conflito público, se suas declarações são consideradas verdadeiras, com qual dos dois o entrevistado tende a concordar e se o episódio é percebido como uma disputa familiar ou uma disputa política pelo legado de Jair Bolsonaro.
Naturalmente, a pesquisa Genial/Quaest dedica um amplo espaço à corrida eleitoral de 2026, testando diferentes cenários de intenção de voto para o primeiro e segundo turnos. Entre os nomes apresentados aos eleitores estão Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Joaquim Barbosa (DC), Cabo Daciolo (Mobiliza), Edmilson Costa (PCB), Augusto Cury (Avante), Heró Bezerra (PRTB), Hertz Dias (PSTU), Renan Santos (Missão) e Samara Martins (UP).
Além da intenção de voto, o estudo aprofunda-se na percepção do eleitor sobre o futuro político do país, perguntando quem eles acreditam que vencerá a eleição, se Lula merece um novo mandato e qual cenário consideram melhor para o Brasil. A pesquisa também mede a percepção sobre a moderação de Lula em relação ao PT e de Flávio Bolsonaro em relação à família Bolsonaro, além de manter o bloco tradicional de avaliação da gestão federal, oferecendo um panorama completo das expectativas e sentimentos do eleitorado.
Para se manter atualizado sobre os desdobramentos dessa e de outras pesquisas eleitorais, bem como análises aprofundadas sobre o cenário político e econômico do Brasil, continue acompanhando o Inova Carajás. Nosso compromisso é com a informação relevante, contextualizada e de qualidade, para que você esteja sempre bem informado sobre os temas que impactam sua vida e o futuro do país.
Fonte: veja.abril.com.br
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