Pesquisa Datafolha: São Paulo avalia Lula, Flávio Bolsonaro e o cenário para 2026

Pesquisa Datafolha: São Paulo avalia Lula, Flávio Bolsonaro e o cenário para 2026
Marcelo Camargo/Agência Brasil/Andressa Anholete/Agência Senado

Em um movimento que antecipa os debates eleitorais, uma nova pesquisa Datafolha lança luz sobre o cenário político em São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil, com foco nas eleições de 2026. O levantamento, que abrange a corrida presidencial, a disputa pelo governo estadual e as vagas ao Senado, oferece um panorama detalhado das intenções de voto e da percepção dos eleitores paulistas.

A pesquisa vai além dos números brutos, investigando a fundo o grau de definição das escolhas, a rejeição a candidatos e a propensão a mudanças de voto. Em um contexto de polarização política persistente, os dados de São Paulo são cruciais para compreender as tendências que podem moldar o futuro político do país.

Contratada pela Folha de S.Paulo e pela Globo, a sondagem foi registrada sob o número BR-09355/2026. Foram realizadas 1.610 entrevistas entre os dias 22 e 24 de setembro de 2026, com uma margem de erro máxima de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A divulgação dos resultados está prevista para a próxima quinta-feira, 24 de setembro.

A corrida presidencial e seus cenários em São Paulo

O Datafolha testou uma ampla gama de treze candidatos no primeiro turno da disputa presidencial. Entre os nomes apresentados estão figuras conhecidas como Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), além de outros postulantes como Clariana Barao (DC), Edmilson Costa (PCB), Escritor Augusto Cury (Avante), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Zema (Novo).

Além da intenção de voto espontânea e estimulada, a pesquisa aprofunda-se no comportamento do eleitorado. O questionário explora o grau de definição do voto para presidente, questionando qual outro candidato teria mais chances de receber o voto do entrevistado caso sua escolha atual fosse alterada. Há também uma seção dedicada à rejeição dos nomes apresentados, um dado fundamental para as estratégias de campanha.

Para o segundo turno, o levantamento simula cinco cenários distintos, todos envolvendo o atual presidente. São eles: Lula (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL), Lula (PT) contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula (PT) contra Zema (Novo), Lula (PT) contra Renan Santos (Missão) e Lula (PT) contra Escritor Augusto Cury (Avante). Essas projeções são essenciais para entender as dinâmicas de confronto direto e as possíveis alianças futuras.

Disputas locais: governo paulista e as vagas ao Senado

No âmbito estadual, a pesquisa Datafolha também mapeia a sucessão no governo de São Paulo. Sete candidatos foram testados para o cargo: Carlos Machado (PCB), Fernando Haddad (PT), Izadora Dias (PCO), Policial Edjane (Agir), Tarcísio (Republicanos), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP). A intenção de voto estimulada, o grau de definição da escolha, a possibilidade de mudança de voto e a rejeição são os principais indicadores analisados.

Um cenário de segundo turno entre Fernando Haddad (PT) e Tarcísio (Republicanos) também foi simulado, refletindo a polarização que se espera para a disputa. Adicionalmente, o levantamento avalia a administração do governador Tarcísio, que completou três anos e oito meses de mandato, com perguntas sobre a qualidade de sua gestão e a aprovação de seu trabalho.

Para as duas vagas ao Senado por São Paulo, o questionário apresenta uma lista extensa de 15 candidatos. Entre eles, destacam-se André do Prado (PL), Dra. Eliana Ferreira (PSTU), Ednelson Cesaretti (PCO), Geraldo Rufino (Podemos), Guilherme Derrite (PP), Guto Schiavetto (Missão), Maíra de Souza (UP), Marcio Alves (UP), Marina Silva (Rede), Petter Maahs (PCB), Salles (Novo), Simone Tebet (PSB), Soninha Francine (Cidadania), Weller Gonçalves (PSTU) e William Teixeira (Agir).

O STF e a percepção eleitoral sobre suas decisões

Um bloco significativo da pesquisa Datafolha é dedicado à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). O levantamento mede a avaliação dos entrevistados sobre o desempenho dos ministros, bem como a percepção sobre a necessidade de um Código de Ética e Conduta para a Corte. A atuação do STF tem sido um tema central no debate político, e a opinião pública sobre o tema é um termômetro importante.

São apresentadas diversas situações envolvendo a conduta dos ministros, como participação em empresas privadas, recebimento de pagamentos por palestras, julgamento de processos com advogados parentes e manifestações públicas sobre casos em andamento. A pesquisa também investiga o conhecimento dos eleitores sobre as suspeitas envolvendo ministros da Corte e o caso Banco Master, que gerou repercussão nacional.

Um ponto crucial é a pergunta sobre como as ações e decisões dos ministros do STF estão afetando as candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro, questionando se beneficiam, prejudicam igualmente ou não afetam os dois políticos. Essa análise reflete a percepção da população sobre a influência do Judiciário no cenário eleitoral.

Avaliação do governo Lula e o espectro político nacional

O Datafolha também dedicou parte do questionário à avaliação do governo Lula. Os entrevistados classificam a gestão entre ótimo, bom, regular, ruim e péssimo, e indicam sua aprovação ou desaprovação do trabalho do presidente. Esses dados são vitais para entender a popularidade do governo e seu impacto nas próximas eleições.

A pesquisa ainda sonda o grau de interesse dos entrevistados por política e questiona se votariam caso o voto não fosse obrigatório, fornecendo insights sobre o engajamento cívico. Para mapear o posicionamento ideológico, o Datafolha utiliza escalas que identificam a posição do eleitor entre os polos bolsonarista e petista, e entre esquerda e direita.

Por fim, o levantamento inclui perguntas sobre o voto no segundo turno da eleição presidencial de 2022 e a escolha para o governo de São Paulo naquele pleito. Esses dados de retrospectiva ajudam a contextualizar as atuais intenções de voto e a compreender a evolução do eleitorado paulista.

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Fonte: veja.abril.com.br

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