Pesquisa quaest mostra empate técnico e alta indecisão na reta final

Pesquisa quaest mostra empate técnico e alta indecisão na reta final
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A penúltima pesquisa Quaest antes do segundo turno da eleição presidencial identificou um aumento expressivo da indecisão entre eleitores independentes, grupo que reúne aqueles que não se identificam nem com a direita nem com a esquerda. Embora Lula e Flávio Bolsonaro permaneçam tecnicamente empatados, o crescimento desse contingente é um dos principais sinais da reta final da disputa, segundo análises recentes do cenário político nacional.

No levantamento divulgado, Flávio Bolsonaro aparece com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Na pesquisa anterior, o senador tinha 46%, enquanto o atual presidente mantinha 44%. Essa oscilação permanece dentro da margem de erro, mantendo o quadro de estabilidade que caracteriza o cenário eleitoral há semanas.

Por que a indecisão entre independentes chama a atenção?

O dado que mais se destaca no levantamento aparece na intenção de voto espontânea, quando o entrevistado responde sem receber previamente a lista de candidatos. Entre os eleitores independentes, o percentual dos que se declaram indecisos passou de 13% para 31% na reta final da campanha.

Esse comportamento demonstra que parcelas significativas do eleitorado que rejeitam amarras político-partidárias tradicionais enfrentam dificuldades para consolidar suas escolhas. Como esse segmento representa cerca de 30% do total de votantes no país, a movimentação dessas pessoas nos dias restantes ganha peso decisivo para a definição do pleito.

O aumento da indecisão pode elevar a abstenção?

Especialistas apontam que, apesar do crescimento das dúvidas na cabine de votação, ainda é prematuro cravar se haverá impacto direto sobre os índices de abstenção ou comparecimento às urnas. Historicamente, levantamentos de opinião costumam captar taxas de disposição para votar superiores à realidade observada no dia da votação oficial.

Por outro lado, o alto grau de polarização e a acentuada competitividade entre as candidaturas funcionam como elementos mobilizadores. Em cenários de disputa acirrada, o receio da vitória do adversário costuma funcionar como estímulo para que mesmo eleitores indecisos compareçam para registrar seu sufrágio.

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Fonte: veja.abril.com.br

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