PUBLICIDADE

Anúncio não encontrado.

Defesa Civil descarta cheia histórica no Tapajós, apesar de cota de alerta em Santarém.

conta do período do ano, não há previsão de uma cheia de grandes proporções no m
Reprodução G1

Santarém, no oeste do Pará, uma cidade estratégica na confluência dos rios Tapajós e Amazonas, vive mais um período de atenção em relação ao nível de suas águas. O Rio Tapajós, vital para a vida e economia local, registrou nesta sexta-feira (22) a marca de 7,13 metros, ultrapassando a cota de alerta estabelecida para o município. Embora a elevação seja contínua e exija vigilância, a Defesa Civil Municipal avalia que, dadas as características sazonais e o período do ano, o cenário atual não aponta para uma cheia de grandes proporções ou um evento histórico. A situação, portanto, é de monitoramento constante, sem alarmismos desnecessários.

Monitoramento diário do Rio Tapajós em Santarém

A Agência Nacional das Águas (ANA), por meio de sua régua de medição instalada no porto da Companhia Docas do Pará (CDP), tem fornecido dados cruciais para o acompanhamento da situação. O boletim diário da Defesa Civil Municipal detalha um aumento gradual nos últimos dias, refletindo o comportamento típico dos rios amazônicos nesta época. Na segunda-feira (18), o nível do Tapajós estava em 7,06 metros, subindo para 7,07 metros na terça (19), 7,08 metros na quarta (20) e alcançando 7,11 metros na quinta-feira (21). A marca de 7,13 metros registrada na sexta-feira (22) confirmou a superação da cota de alerta de 7,10 metros, um limiar que acende o sinal amarelo para as autoridades e a população.

Tapajós: Distância das grandes cheias históricas

Apesar de ter ultrapassado a cota de alerta, o nível atual do Rio Tapajós em Santarém ainda se encontra significativamente abaixo das grandes enchentes que marcaram a memória da cidade nos últimos anos. Em um comparativo com o ano de 2025, por exemplo, a marca atual está 25 centímetros aquém do registrado no mesmo período, quando o rio atingia 7,38 metros. A diferença é ainda mais notável em relação à cheia de 2022, considerada uma das mais severas da história recente, quando o Tapajós alcançou 8,04 metros. Hoje, o nível está 91 centímetros abaixo daquela marca. A maior cheia histórica de Santarém, ocorrida em 2009, serve como principal referência para a gravidade das inundações. Naquele ano, no mesmo período, o rio estava em 8,12 metros, o que significa que a situação atual está 99 centímetros abaixo do pico histórico. Essas comparações são fundamentais para contextualizar a situação e evitar pânico.

Defesa Civil de Santarém: Vigilância sem previsão de cheia extrema

O coordenador da Defesa Civil Municipal, Darlisson Maia, reforçou a análise de que, embora o município esteja em “estado de atenção”, não há indicativos para uma cheia extrema. “Esse período é de alerta, mas como já estamos na segunda quinzena de maio, não há previsão de grande cheia”, explicou Maia ao g1 Santarém e Região, destacando a importância da sazonalidade amazônica. A Defesa Civil mantém um monitoramento diário e rigoroso do comportamento do rio, com especial atenção às áreas mais vulneráveis da cidade e às comunidades ribeirinhas, que são as primeiras a sentir os impactos das variações do nível da água. A prontidão para agir em caso de necessidade é uma prioridade, mesmo com a avaliação otimista.

Impactos e resiliência nas comunidades ribeirinhas

Mesmo sem a expectativa de uma inundação histórica, a elevação do Rio Tapajós acima da cota de alerta já representa desafios para as comunidades ribeirinhas e áreas de várzea. A água pode começar a invadir quintais, dificultar o acesso a moradias e afetar pequenas lavouras ou criações de animais. A população local, acostumada com o ciclo de cheias e vazantes, desenvolve estratégias de adaptação ao longo do tempo, como casas palafitas e o uso de pequenas embarcações para locomoção. A vigilância da Defesa Civil, nesse sentido, é crucial para oferecer suporte e orientação, garantindo que as medidas preventivas sejam adotadas e que a rotina dessas comunidades seja minimamente impactada. A resiliência dos moradores é um fator chave na gestão desses períodos de transição hídrica.

Para se manter informado sobre o comportamento dos rios, as ações da Defesa Civil e outros temas relevantes que impactam a região, continue acompanhando o Inova Carajás. Nosso portal está comprometido em trazer informação de qualidade, contextualizada e aprofundada, garantindo que você esteja sempre atualizado sobre os acontecimentos locais, regionais e nacionais. Acesse nosso conteúdo e faça parte da nossa comunidade de leitores engajados.

Leia mais

PUBLICIDADE

Anúncio não encontrado.

Anúncio não encontrado.