A ex-ministra do Planejamento Simone Tebet passou a integrar o radar de especulações para uma indicação ao Supremo Tribunal Federal, caso o presidente Lula decida escolher uma mulher para a Corte máxima do país. A movimentação ganhou força nos bastidores políticos após aliados apresentarem o seu nome diretamente ao Palácio do Planalto, conforme apuração divulgada pela imprensa nacional.
A discussão sobre a composição do tribunal ocorre em um cenário de renovação esperada para os próximos anos. Além da cadeira deixada em outubro de 2025, o colegiado enfrentará novas vacâncias decorrentes de aposentadorias previstas para o primeiro semestre de 2028 e para o primeiro semestre de 2029, mantendo os debates sobre os perfis ideais para o preenchimento das vagas em evidência.
Trajetória jurídica e política de simone tebet
Com formação acadêmica consolidada na área jurídica, Simone Tebet é mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Ao longo de sua trajetória pública, acumulou experiência legislativa e executiva, tendo presidido a Comissão de Constituição e Justiça do Senado e atuado como docente no ensino superior.
Sua projeção nacional ganhou fôlego durante a disputa presidencial de 2022, quando concorreu ao Palácio do Planalto e declarou apoio a Lula no segundo turno contra Jair Bolsonaro. Posteriormente, integrou a gestão federal como ministra do Planejamento e Orçamento e, nas eleições de 2026, tentou uma cadeira no Senado por São Paulo, pleito no qual não obteve êxito.
Outros nomes cotados para a corte
A possível indicação de Tebet divide espaço com outras alternativas avaliadas por governistas e parlamentares. Entre os nomes mencionados para ocupar assentos na mais alta corte do judiciário brasileiro está o da ministra do Superior Tribunal de Justiça Daniela Teixeira.
Também circulam nas articulações políticas o ministro do Tribunal de Contas da União Rodrigo Pacheco, que conta com respaldo de lideranças legislativas, além da possibilidade de o governo insistir no nome do advogado-geral da União Jorge Messias para uma das vagas em aberto.
A prerrogativa de indicação cabe exclusivamente ao chefe do Executivo federal, mas qualquer nome escolhido precisa passar pelo crivo do Senado. O processo exige sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e posterior aprovação da maioria absoluta dos parlamentares em plenário.
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Fonte: estadodoparaonline.com