No primeiro turno das eleições presidenciais de 2022, o levantamento do Ipec, divulgado em 1º de outubro, projetava Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 51% dos votos válidos, enquanto Jair Bolsonaro (PL) aparecia com 37%. É importante notar que a pesquisa possuía uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Ao abrir das urnas, o resultado oficial apresentou um distanciamento em relação a essas projeções. Lula encerrou a etapa com 48,43% dos votos válidos, enquanto Bolsonaro alcançou 43,20%. Já no segundo turno, a última pesquisa Ipec, publicada em 29 de outubro, indicava 54% para o petista e 46% para o candidato do PL. A contagem final do TSE confirmou a vitória de Lula com 50,90%, contra 49,10% de Bolsonaro.
No âmbito estadual, o cenário para o governo do Pará também foi monitorado de perto. A última rodada de entrevistas do Ipec antes do primeiro turno apontava a reeleição de Helder Barbalho (MDB) com 76% dos votos válidos, deixando Zequinha Marinho (PL) com 19% das intenções.
A apuração oficial, contudo, consolidou a vitória de Helder Barbalho com 70,41% dos votos válidos, enquanto Zequinha Marinho obteve 27,13%. Embora os números finais tenham divergido das projeções estatísticas, o instituto acertou a indicação dos candidatos que ocupariam as primeiras colocações em todas as disputas analisadas.
Ao analisar a distância entre os dois principais concorrentes, nota-se que as pesquisas tenderam a projetar uma vantagem maior do que a que foi efetivamente registrada nas urnas. No primeiro turno presidencial, a diferença indicada pelo Ipec era de 14 pontos percentuais, enquanto o resultado oficial reduziu essa margem para 5,23 pontos.
No segundo turno, a discrepância foi ainda mais acentuada: a pesquisa apontava uma vantagem de 8 pontos percentuais, mas a diferença real foi de apenas 1,80 ponto. No Pará, o cenário seguiu tendência semelhante, com a pesquisa indicando uma distância de 57 pontos percentuais, que na prática se concretizou em 43,28 pontos.
É fundamental compreender que as pesquisas eleitorais funcionam como um retrato momentâneo da intenção de voto, capturando o sentimento do eleitorado no período em que as entrevistas são conduzidas. Elas não possuem caráter de prognóstico definitivo, mas servem como ferramenta de análise do comportamento social e político. O Inova Carajás segue acompanhando os desdobramentos da política nacional e regional, trazendo sempre uma leitura técnica e contextualizada sobre os fatos que moldam a nossa democracia.
Fonte: estadodoparaonline.com
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