Em um cenário de constantes transformações e desafios para a produção de alimentos, o Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) defende que a agenda do próximo presidente da República para o agronegócio deve focar na expansão do crédito e da tecnologia. A visão, expressa pela presidente-executiva Tania Zanella, aponta para a necessidade de construir um setor mais competitivo e, ao mesmo tempo, inclusivo, garantindo que pequenos e médios produtores não sejam marginalizados no processo de desenvolvimento.
A competitividade do agronegócio brasileiro, um dos pilares da economia nacional, depende diretamente da capacidade de inovação e do acesso a recursos. Para a OCB, é fundamental que as futuras políticas públicas contemplem o acesso facilitado à tecnologia de ponta, linhas de crédito adequadas, assistência técnica qualificada e a abertura de novos mercados, especialmente para aqueles que historicamente enfrentam maiores barreiras.
Competitividade e inclusão no agronegócio
A visão do Sistema OCB é clara: o futuro do agronegócio brasileiro passa pela inclusão produtiva. Isso significa criar condições para que produtores de todos os portes, mas com foco especial nos pequenos e médios, possam investir em suas propriedades, otimizar processos e alcançar novos patamares de eficiência. A modernização do campo, sem deixar ninguém para trás, é o grande desafio e a principal oportunidade.
Tania Zanella ressalta que a ampliação da inclusão produtiva não é apenas uma questão social, mas uma estratégia econômica. Ao capacitar e apoiar um espectro maior de produtores, o país fortalece sua base produtiva, diversifica a oferta e garante maior resiliência frente às oscilações do mercado e do clima. A competitividade, nesse contexto, é vista como um resultado da capacidade de inovar e de integrar todos os elos da cadeia produtiva.
O papel estratégico das cooperativas
No centro dessa estratégia de inclusão e desenvolvimento, as cooperativas agropecuárias desempenham um papel fundamental. Segundo a presidente-executiva do Sistema OCB, essas organizações são instrumentos poderosos para a organização dos produtores, funcionando como catalisadores para a disseminação de novas tecnologias e práticas sustentáveis no campo.
As cooperativas vão além da simples união de forças. Elas promovem a transferência tecnológica, oferecem assistência técnica qualificada e agregam valor à produção, permitindo que milhares de famílias rurais produzam com mais eficiência, sustentabilidade e competitividade. Esse modelo colaborativo é essencial para que os produtores de menor porte consigam superar desafios individuais e acessar mercados que, de outra forma, seriam inatingíveis.
Crédito e seguro rural: ferramentas essenciais
Para impulsionar o agronegócio, o Sistema OCB enfatiza a necessidade de fortalecer políticas públicas estruturantes. Entre elas, o crédito rural e o seguro rural são apontados como prioridades inegociáveis. Em um cenário de crescentes riscos climáticos, que impactam diretamente a produção agropecuária, essas ferramentas oferecem a previsibilidade necessária para que o produtor possa investir e enfrentar as adversidades.
O acesso facilitado ao crédito permite a aquisição de insumos, máquinas e a implementação de tecnologias. Já o seguro rural protege o produtor contra perdas causadas por eventos climáticos extremos, garantindo a continuidade da produção e a segurança financeira. Além disso, a manutenção e o fortalecimento de programas de compras públicas, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), são cruciais. Essas iniciativas criam canais de comercialização estáveis, asseguram renda para a agricultura familiar e contribuem para a segurança alimentar do país.
Desenvolvimento que transcende a porteira
A visão do Sistema OCB para o agronegócio vai além dos limites das propriedades rurais. Tania Zanella destaca que a ampliação da inclusão produtiva e o fortalecimento do setor geram efeitos multiplicadores em toda a economia. O crescimento do produtor se reflete no desenvolvimento das comunidades e regiões produtoras, impulsionando o comércio local, gerando empregos e melhorando a qualidade de vida.
Um agronegócio mais competitivo e sustentável contribui diretamente para a segurança alimentar do Brasil, promove a inovação e consolida o desenvolvimento sustentável em larga escala. É um ciclo virtuoso onde o avanço do campo se traduz em progresso para toda a nação, com mais resiliência e capacidade de resposta aos desafios globais. Para aprofundar-se nas políticas que moldam o setor, visite o Ministério da Agricultura e Pecuária.
Para continuar acompanhando as análises e as notícias mais relevantes sobre o agronegócio, economia e inovação, mantenha-se conectado ao Inova Carajás. Nosso compromisso é trazer informação de qualidade, contextualizada e que realmente importa para você.
Fonte: canalrural.com.br